Pesquisar este blog Amigos das Histórias

sábado, 7 de abril de 2018

Contador de História

Estatística salarial completa do cargo de Contador de História CBO 262505 com dados como salário base inicial na carteira, média salarial, piso salarial, segmentos das empresas com melhores salários e que mais contratam, cálculo salarial, além do salário em todos os estados e principais cidades brasileiras pra você saber exatamente quanto ganha um Contador de História.
4
salário de Contador de História CBO 262505 mostrado logo abaixo é resultado do cálculo de 386 salários dos profissionais admitidos no mercado de trabalho formal nos últimos 8 meses (atualizado 3 de abril de 2018). Nesta página você terá todos os dados atualizados que você precisa para saber quanto ganha um Contador de Históriasegundo dados salariais oficiais.

Tópicos:

Quanto ganha um(a) Contador de História?

Um(a) Contador de História ganha em média R$ 10.374,36 por mês no mercado de trabalho brasileiro, para uma jornada de trabalho de cerca de 37 horas semanais segundo dados oficiais do Ministério do Trabalho.
Para sabermos exatamente quanto ganha um profissional no cargo de Contador de História calculamos a média salarial de profissionais que tenham sido contratados formalmente nos últimos 8 meses com carteira assinada.

Evolução do salário de Contador de História mês a mês

Esse gráfico mostra o salário de Contador de História mês a mês de acordo com o levantamento. Atualmente estamos calculando dados salariais de junho de 2017 a janeiro de 2018.

Metodologia dessa pesquisa salarial

Somente é incorporado ao cálculo, Contador de História admitidos no período da pesquisa salarial e no qual seu salário bruto mensal não seja inferior ao salário mínimo vigente (exceto para aprendizes).
Todos os salários de Contador de Históriada amostragem, foram extraídos de dados oficiais do CAGED - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e refletem fielmente o atual estágio salarial que se encontra o cargo de Contador de História no mercado de trabalho brasileiro.
A metodologia de cálculo de salários mostrados aqui não contempla valores adicionais à remuneração de um(a) Contador de História como bônus, horas extras, participação nos lucros da empresa, periculosidade, insalubridade ou quaisquer outros adicionais salariais. Somente o salário bruto mensal registrado em carteira oficialmente é considerado.
Os dados salariais do cargo de Contador de História serão atualizados mensalmente de acordo com a divulgação dos dados pelo Ministério do Trabalho, portanto se você precisa ficar atualizado sobre o salário de Contador de História, salve essa página nos seus favoritos.
Todos os dados de salários aqui mostrados são oficiais e serão muito úteis para planejamento de carreira, análise do mercado de trabalho, levantamento salarial, planos de cargos e salários, planilhas para políticas salariais de empresas, trabalhos acadêmicos, departamentos de recursos humanos ou análises estratégicas empresariais. O foco desse levantamento é obter um raio x mais recente possível do mercado de trabalho para todas as profissões conhecidas e regulamentadas pelo Ministério do Trabalho.

Contratações pelo mercado de trabalho

Total de contratações de Contador de História mês a mês pelo mercado de trabalho.
Confira logo abaixo todos os dados estatísticos, levantamentos e estudos salariais referentes a ocupação CBO 262505 - Contador de História:
Salário de Contador de História CBO 262505

Maior salário observado para o cargo (teto salarial)

maior salário para o cargo de Contador de História CBO 262505 em todo o Brasil é de R$ 12.565,74.

Piso salarial (Menor salário observado para Contador de História)

piso salarial de Contador de História em todo o Brasil é *R$ 7.365,80 (observe que esse é o menor salário pago ao profissional, no qual os valores podem estar distorcidos devido à excepcionalidades na empresa. O valor do piso salarial não é o do salário homologado por convenções coletivas, acordos coletivos ou dissídio de Contador de História).
*O valor do piso salarial de Contador de História pode ser significativamente afetado por contratações de profissionais em locais que não haja sindicatos regionais para negociações salariais com sindicatos patronais.

Salário mensal para aprendiz na função

Não possuí dados suficientes para o cálculo do valor do salário de aprendiz.

Média salarial para portadores de necessidades especiais

Não possuí dados suficientes para o cálculo do valor do salário.

Salário por gênero

Média Salarial

  • Mulheres: R$ 9.167,52;
  • Homens: R$ 11.061,18;

Admissões

Salário de Contador de História por faixa de escolaridade ou grau de instrução

  • Até 5ª ano do fundamental: R$ 1.571,00.
  • 6º ao 9º ano do fundamental: R$ 970,00.
  • Ensino fundamental completo: R$ 2.147,00.
  • Ensino médio incompleto: R$ 2.433,33.
  • Ensino médio completo: R$ 10.204,53.
  • Ensino superior incompleto: R$ 11.770,78.
  • Ensino superior completo: R$ 3.103,30.

Salário médio por faixa etária

  • Profissional com idade até 20 anos: R$ 3.441,32.
  • Profissional com idade entre 21 e 30 anos: R$ 6.873,07.
  • Profissional com idade entre 31 e 40 anos: R$ 10.831,98.
  • Profissional com idade entre 41 e 50 anos: R$ 14.447,04.
  • Profissional com idade acima 50 anos: R$ 17.734,53.

Salário de Contador de História por porte da empresa

Salário de Contador de História por porte da empresa. Esse levantamento mostra o salário de contratação para o cargo de Contador de História de acordo com o porte da empresa.
Os segmentos são: MEI - Micro Empreendedor Individual, micro empresa, pequena empresa, média empresa e grande empresa.

Indices de classificação do porte da empresa:

MEI: permitido no máximo 1 funcionário;
Micro: comércio e serviços até 9, indústria até 19 funcionários;
Pequena: comércio e serviços de 10 a 49, indústria de 20 a 99 funcionários;
Média: comércio e serviços de 50 a 99, indústria de 100 a 499 funcionários;
Grande: comércio e serviços mais de 100, indústria mais de 500 empregados.

Salários:

  • Até 4 funcionários: R$ 2.152,93.
  • De 5 a 9 funcionários: R$ 1.100,00.
  • De 10 a 19 funcionários: R$ 4.383,40.
  • De 20 a 49 funcionários: R$ 4.419,25.
  • De 50 a 99 funcionários: R$ 1.609,50.
  • De 100 a 249 funcionários: R$ 2.116,89.
  • De 250 a 499 funcionários: R$ 1.685,33.
  • De 500 a 999 funcionários: R$ 1.805,73.
  • 1000 ou mais funcionários: R$ 12.069,64.

Setores que mais contratam

Lista com o segmento de atividade econômica das empresas com o maior número de contratações para o cargo de contador de história no período dos últimos 8 meses. Um termômetro fiel para sabermos os setores da economia que estão com maior demanda na contratações de profissionais para a ocupação de contador de história e os salários pagos em média em cada setor.
AdmSegmento da EmpresaSalário
317Atividades de Televisão Aberta18.666,00
17Parques de Diversão e Parques Temáticos1.413,00
13Ensino de Artes Cênicas, Exceto Dança970,00
6Produção e Promoção de Eventos Esportivos2.000,00
5Atividades de Produção Cinematográfica, de Vídeos e de Programas de Televisão não Especificadas Anteriormente5.957,00
4Locação de Mão-De-Obra Temporária1.571,00
4Atividades de Organizações Associativas Ligadas à Cultura e à Arte2.000,00
2Atividades de Associações de Defesa de Direitos Sociais2.792,00
2Serviços de Assistência Social sem Alojamento1.212,00
2Produção Teatral1.330,00

Setores com os melhores salários para um(a) Contador de História

Nessa tabela salarial listamos os top 10 setores de atividades econômicas das empresas com os melhores salários para um(a) contador de história. A lista obedece os maiores salários registrados na carteira em admissões de contador de história e informados oficialmente pelas empresas ao Ministério do Trabalho.
AdmSegmento da EmpresaSalário
317Atividades de Televisão Aberta18.666,00
5Atividades de Produção Cinematográfica, de Vídeos e de Programas de Televisão não Especificadas Anteriormente5.957,00
1Ensino Fundamental5.392,00
1Atividades de Pós-Produção Cinematográfica, de Vídeos e de Programas de Televisão não Especificadas Anteriormente4.664,00
2Atividades de Associações de Defesa de Direitos Sociais2.792,00
2Hotéis2.582,00
1Ensino Médio2.415,00
4Atividades de Organizações Associativas Ligadas à Cultura e à Arte2.000,00
6Produção e Promoção de Eventos Esportivos2.000,00
1Atividades de Museus e de Exploração de Lugares e Prédios Históricos e Atrações Similares1.800,00

Salários por estado para o cargo de Contador de História

Nessa tabela de salários são mostradas a média salarial de Contador de História em cada estado brasileiro. A ordem da tabela é alfabética e os dados por estado só serão mostrados caso haja valores efetivos de salários para efetuar o cálculo.
EstadoSalário
Acre - AC---
Alagoas - AL---
Amapá - AP---
Amazonas - AM---
Bahia - BAR$ 2.582,00
Ceará - CER$ 965,50
Distrito Federal - DF---
Espírito Santo - ES---
Goiás - GOR$ 1.310,54
Maranhão - MA---
Minas Gerais - MGR$ 2.899,00
Mato Grosso - MTR$ 970,00
Mato Grosso do Sul - MS---
Pará - PA---
Paraíba - PBR$ 954,00
Paraná - PR---
Pernambuco - PER$ 2.415,00
Piauí - PI---
Rio de Janeiro - RJR$ 12.137,22
Rio Grande do Norte - RNR$ 950,00
Rio Grande do Sul - RSR$ 1.650,00
Rondônia - RO---
Roraima - RR---
Santa Catarina - SCR$ 1.727,94
São Paulo - SPR$ 2.914,93
Sergipe - SE---
Tocantins - TO---

Salário de Contador de História nas principais cidades brasileiras

Nessa tabela são mostrados os salários de Contador de História nas principais cidades brasileiras. A ordem da tabela é de acordo com o tamanho da região metropolitana das cidades e a maior quantidade de contratações no período.
CidadeSalário
São PauloR$ 3.731,92
Rio de JaneiroR$ 12.137,22
Brasília---
Guarulhos---
Belo HorizonteR$ 2.899,00
Curitiba---
Porto AlegreR$ 1.500,00
Salvador---
CampinasR$ 1.866,00
FortalezaR$ 961,00
RecifeR$ 2.415,00
GoiâniaR$ 1.310,54
Manaus---
NatalR$ 950,00
Belém---
João PessoaR$ 954,00

Cálculo do salário de Contador de História

Salário e descontos

  • Salário base: R$ 10.374,36
  • Salário por dia: R$ 345,81
  • Salário por hora: R$ 57,64
  • Jornada de trabalho

  • Média de horas trabalhadas por semana: 37 horas / semana
  • Média de horas trabalhadas por mês: 184 horas / mês
  • Horas extras

  • Hora extra normal 50%: R$ 86,45
  • *Hora extra 100% (feriados e finais de semana): R$ 115,27
  • Férias

  • Valor das férias (30%): R$ 3.112,31
  • Valor total das férias (salário + férias): R$ 13.486,67
  • Décimo terceiro salário

  • Primeira parcela do 13º salário: R$ 5.187,18
  • Segunda parcela do 13º salário: R$ 4.566,14

sexta-feira, 30 de março de 2018


                       CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS
         



                                                RECONHECIDO PELO MEC

Local: Plano Piloto Auditório do SINPROEP
Horário: De 08h às 16h
Tempo: 13 meses
Mensalidade: 13 x 180,00
Contato:(61) 98568 0643

segunda-feira, 26 de março de 2018


 Pós-Graduação A Arte de Contar Histórias
                                              


                                   Local: Plano Piloto

                                   Início: Maio

                                   Dia: Sábado (Semipresencial)        
                
                                   Horário: De 08h às 16h

                                   Tempo: 13 meses

                                    Mensalidade: 13 x 180,00

                                    Contato: (61) 98568 0643

                                    Reconhecido pelo MEC








domingo, 18 de fevereiro de 2018



Este evento acontecerá em Brasília e nos estados de Goias, Minas e São Paulo. 

Veja mais detalhes na Página 

https://www.facebook.com/amigosdashistorias1/

Whatsapp: (61) 98568 0643 




quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

domingo, 29 de outubro de 2017


II Mostra Nacional de Contadores de Histórias em Brasília

Sábado:
Dia 25 de Novembro de 2017
 às 16 horas Sarau com Lançamento da coletânea  Histórias para Conta e Encantar.

Local: Setor Cultural Sul Lote 02 - Esplanada dos Ministérios, Brasília  anexo do Museu Nacional da Republica. 




Sexta:
Dia 24/11/2017
Oficinas com os contadores de Histórias
Local BOOKAFÈ 607 sul
 EndereçoSgas Qd 607 Modulo 48 1, SHCS - Brasília, DF

Cada oficina terá uma taxa de R$45,00 realizando
 duas o valor é de: R$80,00

 Nome do ministrante/Região
 Nome da Oficina
Numero máximo de Participantes / Horário.
 Leda Gonzaga-MG
 Construção de personagens do livro: A saia Mágica de Alice
20 pessoas por turno

Manhã 9 ás 12
Tarde  14 ás 17h

 Joca monteiro- AM
 Vivências pra contadores de histórias e jogos de interpretação.
30 pessoas por turno

Manhã 9 ás 12
Tarde 14ás 17h
Edvânia Braz GO
Memória musical a Musica complementa e/ou constrói uma história
20 pessoas por turno

Manhã 9 ás 12
Tarde14 ás 17h
Cristina Leite- DF
Brincadeiras cantadas africanas e indígenas
30 pessoas por turno

Manhã 9 ás 12
Tarde14 ás 17h
Marlene Massaroca
Brincadeiras Cantadas
20 pessoas por turno
Manhã 9 ás 12
Tarde14 ás 17h
Andrea Sousa- SP
Literatura de Cordel :
 Fonte e Escoadouro da oralidade
20 pessoas por turno
Tarde14 ás 17h


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Pós graduação A Arte de Contar Histórias




Nota Oficial da Associação Amigos das Histórias
sobre o PL7232/17


Por meio desta, a Associação Amigos das Histórias e seus associados vem comunicar sua decisão e opinião a respeito da PL7232/17. Construída baseada nas últimas duas reuniões, nos dois fóruns e no seu último seminário, informamos:

A parceria da Associação Amigos das histórias com a Deputada Erika Kokay nasceu no ano de 2011, junto ao presidente da associação William Reis, na ocasião da aprovação da Lei 4545 que instituiu a Semana Distrital do Contador de Histórias. No ano de 2012 a Deputada foi para a Câmara Federal e levou a ideia da mesma lei, que ficou em tramitação entre 2012 e 2017. A Lei da Semana Nacional do Contador de Histórias foi aprovada no mês de Setembro/2017. Do ano de 2011 ao ano de 2017, a nobre Deputada homenageou sucessivamente os contadores de histórias do Brasil e do mundo no plenário da Câmara Federal e da Câmara Distrital, no dia internacional do Contador de Histórias (20/3) em parceria com a Associação Amigos das histórias. Um feito inédito para demonstrar e valorizar o trabalho dos contadores de histórias do Brasil, não só dos que estiveram presentes.
Foram encontros maravilhosos, com pessoas de todos os cantos reunidas para compartilharem suas experiências. Qual Associação cultural não gostaria de reunir todas as pessoas do seu país e do mundo que exercem sua atividade semelhante, ainda mais no centro do Poder republicano? Se isso fosse possível os contadores brasileiros saberiam do quanto são fortes nacionalmente. Raríssimas oportunidades como essa acontecem em um parlamento tão voltado para servir a interesses sombrios de elites e grupos preocupados unicamente em se manter no poder.
 Ao longo desses 7 anos de eventos em Brasília, diversos contadores de histórias de outros Estados e Países estiveram em Brasília diretamente com a deputada por intermédio da Associação. Muitos falavam sobre a necessidade de apoio e solicitavam a criação de leis que viessem a garantir direitos, visibilidade, reconhecimento e até a profissionalização do contador de histórias.  
O Presidente da Associação Amigos das Histórias, William Reis, quando questionado ressaltou a deputada diversas vezes que a Associação seria incapaz de redigir a lei sobre a profissionalização, seja por legitimidade ou recursos disponíveis. A deputada sugeriu então o envio de emails para contadores de histórias de outros estados para colaborar no texto. Por isso, no ano de 2015 e 2016, a Associação e a equipe da deputada repassaram emails a diversos contadores de histórias, sugerindo a participação, discussão, opinião e escrita no futuro possível texto da lei. No mesmo foi sugerido que os contadores de histórias se reunissem em seus Estados para debater tal proposta. Vivemos em um país multicultural e de dimensões continentais. Seria impossível escutar a todos os contadores, a menos que a Associação possuísse todos os contatos de todos os contadores de histórias do país. Houve intenso trabalho de pesquisa para encontrar nas redes sociais pessoas vinculadas a arte narrativa. Não foi objetivo da Associação se apresentar como legitimada instituição para representar todos os contadores de histórias do Brasil. Inclusive, muito importante ressaltar que a Associação não se manteve como mentora, orientadora, centralizadora das decisões, liderança do projeto, guia intelectual ou quaisquer outros adjetivos que imputem a ideia de serem “donos da Lei”. Pelo contrário, todas as sugestões eram enviadas diretamente para a deputada. Prova disso culminou na escrita do texto, realizada pela assessoria da deputada, baseada nas sugestões enviadas, que foram apenas reunidas e compiladas no PL 7232/17. Ressaltamos que em nenhum momento foi enviada para a Associação sugestões contrária a criação de uma Lei para a profissionalização dos contadores de histórias. Destarte, deixamos claro também o nosso choque com o parágrafo (art 2º do PL) a respeito de uma suposta obrigatoriedade de formação para exercer a profissão. Apesar da defesa intransigente da educação, do investimento individual pedagógico e da torcida para que se espalhem cursos de contação pelo Brasil (inclusive muitos deles dados pelos que eram contrários ao projeto de Lei). Não concordamos e compactuamos que diplomas sirvam como parâmetro de identidade de Contadores de Histórias.  Mais ainda, como todas as leis, essa também poderia ser evidentemente melhorada. Por isso, incentivamos a criação do Fórum Online para debate e a reabertura das cartas com opiniões dos Estados. Houve certo alvoroço e tentativas inúmeras de colocarem a Associação como inimiga dos contadores, unicamente por defenderem a necessidade do debate.
A discussão ultrapassou qualquer interesse objetivo, pois se tornou política e pessoal, focada em tentativas infantis de deslegitimar o outro, atacar a honra e inventar mentiras. Isto culminou na completa desunião, rivalidade e bipartição entre os lados. Ou se era a favor ou se era contra, pouco se buscava em como melhorar o PL. Algo muito semelhante ao que ocorre no cenário político nacional contemporâneo. Apenas 7 Estados dos 27 se manifestaram até agora, demonstração clara do desgaste provocado pelos que buscavam desesperadamente por manterem suas atuações locais e reservas de mercados, acreditando que o PL seria uma ameaça ao próprio ofício. O debate, lamentavelmente, não foi acadêmico, racional, amplo, tolerante ou objetivo.


A ASSOCIAÇÃO AMIGOS DAS HISTÓRIAS reafirma:


1)    Não escrevemos nenhum parágrafo do Pl 7232/17, porem sabemos que muitas vezes nos eventos realizados em Brasília diversos Estados em suas falas assumiram a demanda da criação do projeto lei. Inclusive lembramos que existem contadores de histórias que enviaram suas ideias para o email da deputada, a fim de colaborar com a escrita da Lei.
2)    Ressaltamos que diante do quadro que se estabeleceu nas redes sociais, inclusive com muitas inverdades no que cerne a respeito de que o PL7232/17 afirmava que só seria contador de histórias quem fosse pós graduados, com formação acadêmica em a arte de Contar histórias. Passamos a acreditar que o reconhecimento seria um passo bom e seguro.

Porém, gostaríamos de deixar claro que:


1)    Acreditamos que a discussão não deveria se findar;
2)    Que a demanda do oficio de contador de histórias hoje e futuramente é completamente diferente da de 10 anos atrás. É possível viver exclusivamente como contador de histórias!
3)    Muitos contadores de histórias que vivem exclusivamente deste oficio poderiam sim ser beneficiados com tais leis.
4)    Sabe-se que a campanha do contra ao PL7232/17 foi excludente ao determinar o fim de um processo democrático que se propôs, e ao não possibilitar a ampliação do debate em outros Estados, passou a ser vista por nós como uma campanha desagregadora.
5)    O que possuía a intenção de unir, possibilitar e agregar importantes sugestões para a melhoria dos mais desfavorecidos em regiões onde poucos incentivos existem a favor do livro, da leitura e da palavra narrada se transformou em uma guerra de interesses individualistas e egos exaltados.
6)    Em muitos momentos no fórum virtual, não nos foi permitido opinar com seriedade, muitas vezes fomos vitimas de deboche e ataques pessoais, assim como a nobre deputada. Não nos importamos com tais ataques, dado o êxito do trabalho que realizamos.
7)      Não acreditamos que a discussão a respeito da valorização e reconhecimento da profissão do contador de histórias se acabe agora. Apoiamos totalmente, além do debate, a correção da PL ou nova escrita da mesma. Sabemos que no nosso País muitas leis nascem sem a participação da sociedade civil, porém este Pl, além de ter nascido com a participação de muita gente interessada no coletivo e dedicada ao ofício, teve a possibilidade e o incentivo de ser corrigido com um número cada vez maior de interessados, buscando ser democrático e participativo desde o inicio da sua construção. Mais ainda, nunca antes houve mobilização de tantos contadores e discussão tão grandiosa acerca do assunto tratado.
8)      Acreditamos que a Assessoria da Deputada poderia ter se manifestado a fim de mediar os conflitos e responder os principais questionamentos dos contrários ao PL. A responsabilidade, principalmente da redação do PL, acabou sendo atribuída de forma equivocada à Associação, que apenas se propôs a tentar unificar os contadores ao redor de um projeto.

Nossa luta é grande e vamos de cá construindo pontes enquanto outros tentam derrubá-las. Continuaremos respeitando o trabalho de todos contadores do Brasil e estamos de portas abertas para os que se empenhem com os mesmos valores que defendemos. Aos contrários, respeitamos as divergências e esperamos que não sejam produzidas aberrações futuras, que todo o alarde não tenha sido em busca de obterem interesses próprios. 
Aproveitamos também para agradecer imensamente a Deputada, aos seus assessores, a todos que escreveram os emails, que vieram participar das homenagens, que divergiram de forma saudável contribuindo para o processo, que entraram em contato conosco, em especial : Grupo Gwaya, Camila Gênaro e Andrea Souza.


Brasília, 06 de Outubro de 2017.
William reis de Oliveira.

Presidente da Associação Amigos das Histórias.

domingo, 6 de agosto de 2017

Sobre a Regulamentação do profissionalização do Contador de Histórias.

Na tentativa democrática de incorporar / corrigir / refazer o PL nº 7232/2017, foi elaborado coletivamente pela Associação Amigos das Histórias do Distrito Federal, Academia Brasileira de Contadores de Histórias e Grupo Gwaya Contadores de Histórias da Universidade Federal de Goiás e com a importante colaboração de Andrea Sousa, a seguinte sugestão para discussão nos fóruns ou no particular de cada contador de histórias.
Art. 1º - Fica criada a profissão de Contador de Histórias, nos termos desta Lei.
Parágrafo único: São considerados Contadores de Histórias os profissionais cuja construção do saber seja desenvolvida no seu cotidiano narrando histórias, em que a oralidade exerça papel fundamental na preservação e transmissão do saber e das manifestações da cultura popular brasileira e da cultura mundial.
Art. 2° Em busca da valorização e profissionalização do Contador de Histórias é importante salientar a importância da categoria de Notório Saber. O Contador de Histórias que comprovar sua atuação em pelo menos uma destas cinco vertentes, ao longo de sua atuação em seus Estados como Contador de Histórias, terá suprida a necessidade de formação. Apresentam-se as cinco vertentes, distintas, embora totalmente imbricadas e entrelaçadas, pelo ponto comum que as unem, a formação do gosto pela oralidade, leitura e convivência humanizadora.
1. Vertente Artística: Contadores de Histórias que atuam como artistas cênicos dedicados e orientados pelas nuances da Arte performática com a intencionalidade de proporcionar fruição ao público que o assiste. Levando em consideração a literatura ou a tradição oral que o contador de histórias teve acesso, montou interpretação própria e a levou a público;
2. Vertente Cultural: Contadores de Histórias que atuam na perspectiva da Valorização, Coleta e Narração de Histórias da Oralidade Local, Regional, Nacional e Internacional, que fazem parte da memória constituinte da diversidade dos Povos, proporcionando o contato e o acesso à ancestralidade desses povos;
3. Vertente Educacional: Contadores de Histórias que atuam na perspectiva pedagógica de formação e atualização de Mediadores de Leitura e Contadores de Histórias, seja ministrando oficinas, minicursos, cursos ou produzindo material didático/pedagógico, nesta área;
4. Vertente Social: Os Contadores de Histórias que disseminam a tradição oral desde a pré- história e favorecem o conhecimento do mundo e da história do homem, promovendo a construção do conceito de ancestralidade e o de identidade cultural dos povos, ao contar, mitos, provérbios, lendas e enigmas; num processo de identificar e resguardar fazeres, sentimentos, glórias e derrotas de diferentes sociedades;
5. Vertente Terapêutica: Os Contadores de Histórias atuam diminuindo o estresse, a tristeza e a dor das pessoas em condições de hospitalização, em todas as faixas etárias encontradas, naquela situação. Ao narrar, os Contadores de Histórias contribuem para um estado de melhor auto-estima, disposição, bom humor, enfrentamento e controle das emoções afloradas, viabilizando assim o bem estar físico e psíquico.
6. Vertente Corporativa: contadores que se dedicam com embasamento no markething, atuando com storetelling, atendendo a empresas comerciais, industriais, sindicatos, organização de eventos.
Art. 3° São objetivos da profissão de Contador de Histórias:
I – Promover a valorização do patrimônio cultural immaterial brasileiro e do mundo. Assim sendo, é importante pensar na categoria Notório Saber, ou seja,àquele Contador de Histórias que comprovar atuação em pelo menos uma destas três vertentes, ao longo de sua atuação como Contador de Histórias, terá suprida a necessidade de formação, neste momento histórico do reconhecimento da Profissão Contador de Histórias.
II – Democratizar o acesso aos bens culturais imateriais;
III - Valorizar a diversidade cultural, contribuindo para a difusão das manifestações verbais, poéticas, literárias, musicais e outras modalidades de manifestações artísticas em uso da arte narrativa.
IV - Incentivar e promover a disseminação das manifestações artísticas, musicais, poéticas, da oralidade e da literatura brasileira;
V – Fomentar a formação de pessoal qualificado para o exercício da profissão, por meio da pesquisa de repertório e o estudo de técnicas e dos respectivos recursos expressivos para contar e narrar;
VI – Propiciar o intercâmbio entre as diversas manifestações da cultura nacional e internacional;
VII - Promover a integração, sempre que possível, com os profissionais das áreas de educação, cultura e saúde.